sexta-feira, 28 de outubro de 2016

SOBRE: JOGO RÁPIDO, VENTOS & ANTÔNIMOS


   Dois mil e dezesseis foi o ano em que eu deixei as coisas acontecerem, simplesmente. Até ano passado, se alguma coisa desse errado, eu ficava louca. Achava que era o fim e que nada mais daria certo na minha vida, sem exageros. Mas daí comecei a observar o todo e percebi que não cai uma folha de uma árvore se ela não tiver que cair. Virei praticamente uma recitadora de versículos bíblicos e provérbios chineses. Por mais incrível que pareça, as coisas começaram a fluir ... devidamente.
   Fui me transformando em doses homeopáticas, desde o coração até o cabelo, tudo foi melhorado, ainda que pouco. Entendi que os acontecimentos não eram falhos só porque não atendiam minhas expectativas. Parei de criar expectativas, comecei a agradecer as surpresas. 
    Foram dez meses de jogo rápido, os ventos sopraram em todas as direções possíveis e eu sobrevivi a todos os temporais. Sobreviver não é ganhar sempre, muito menos acertar toda vez. É levantar quando cair e estar preparada para a próxima. Nesse meio tempo eu contradisse minha área, desacreditei do binário, descobri que as pessoas não precisam ser isso ou aquilo, que elas podem ser um e também outro. E isso não é ser dissimulado, isso é ser inteligente. Pra tudo na vida há exceções e pra tudo em mim há um antônimo que também é característica minha.
Se o vento soprar de uma única direção, a árvore crescerá inclinada.

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