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AS RAÇAS DE CÃES DOS MEUS SONHOS


    Eu amo - AMO! - animais, num nível que me chamam de Felícia, aquela dos desenhos.Até uns dois anos atrás eu sempre tive bicho. Aqui em casa já tivemos gato, papagaio, hamster, esquilo da mongólia, peixes e claro, cachorros! 
    A primeira cachorra da minha vida (no melhor sentido da frase), foi a Domênica, uma misturinha de akita com outra raça que eu não sei. Quando eu nasci ela já tinha lá seus cinco anos de idade e foi uma segunda mãe pra mim, rs. Gente, eu era tão apegada com essa cadela, me dá vontade de chorar só de escrever sobre. Eu dormia com ela no quintal de casa, deitava na barriga dela e a bichinha não mexia uma pata pra não me acordar. Reza a lenda que ela dividia a ração comigo, mas vamos abafar esse caso. O acontecimento mais famoso é o do dia em que fui comer sozinha pela primeira vez e que tentei comer igual a Domênica que, tecnicamente, era o ser vivo com quem eu mais me identificava ... socorro. Minha mãe me deu lá a colherzinha né, mas eu, lindamente, meti o "fucinho" no prato de macarrão. Ela morreu com quase quatorze anos. Enfim ... fiquei muito triste mesmo, depois que a Dodô foi embora. Não queria outro cachorro, mas minha irmã ganhou um Cocker, o Poeta, depois de um ano, mais ou menos. 
    Foi uma tristeza. O cachorrinho era lindo, mas uma peste. Filhote de cocker é muito agitado, eles destroem tudo, esse puxava a roupa do varal, comia os sapatos, as vassouras ... tudo. Compraram uma casinha de madeira pra ele, mas o cachorro começou a comer ela também, quando alguém teve a brilhante ideia de colocar pimenta na madeira. No dia seguinte não tinha sobrado casa! O coitadinho cagou madeira uma semana. Pouco tempo depois ele pegou parvovirose, ainda com poucos meses e não sobreviveu. Também chorei horrores. Daí minha mãe disse chega por um tempo. 
  Um ano depois, outro cachorro veio pra casa, um Yorkshire que batizamos de Poeta II, em homenagem ao cocker. Pensa num cachorro que tinha um rei na barriga. O Poeta II era muito metido, mas todo mundo era apaixonado por ele, inclusive, ele e meu pai tinham uma amizade assim que acho que entre dois humanos não existe. Quando ele dormia comigo, ele gostava de deitar em volta da minha cabeça, fazendo um forninho, isso se não deitasse bem no meio da cama me empurrando com as patinhas. 
    Depois que o Poeta II morreu e quase que eu vou junto de tanto chorar, a gente comprou outro york, no mesmo mês, pensando no meu pai que estava, na época, viajando a trabalho e nem sonhava que o melhor amigo dele tinha ido embora (eu estou muito trágica, tô sentindo). E eu tenho que admitir que tive uma certa resistência, acho que todo mundo teve. É chato falar isso, mas ao mesmo tempo que a gente pegou o Faraó pra tentar "substituir" o outro - não que dê pra substituir, mas sei lá, tentar amenizar a perda - ninguém queria outro cachorro que não fosse o Poeta II, entendem? Felizmente, já temos o Faraó há nove anos. Ele não mora mais comigo, se mudou quando minha irmã casou, mas vem visitar a gente final de semana. O pelo dele já é mais cinza do que preto, tá quase ceguinho, meio lerdo, mas é meu amorzinho. Eu simplesmente amo quando estou no meu quarto, no domingo, e ouço o barulhinho de "alguém" cheirando debaixo da porta. 
    Enfim, no meio disso tudo também tivemos outros bichinhos, mas acho que nossa praia é cachorro mesmo. E agora eu já tenho medo de como vai ser quando chegar a hora do Faraó, sei que vou passar mal de tanto chorar, de novo. Mas não posso dizer que não vou querer outro cachorro nunca mais, até porque eu tenho as raças do meu coração que são tipo um sonho na minha vida.


    Todos parecem lobinhos, né? Sei que o Husky todo mundo conhece, o Malamute do Alasca é bem parecido, até porque o Husky tem uns tracinhos dele na genética, só que o Malamute é maior, deve parecer aqueles lobos do Crepúsculo. E o Samoieda também é grandão, mas a pelagem é toda branca.


    Como eu disse no textão que escrevi antes, a Domênica era uma vira lata, misturinha de Akita. E assim, eu amo o temperamento dessa raça, então tenho muita vontade de ter um Akita puro. E saberei que venci na vida quando eu tiver o meu Dálmata.


    Deixa eu falar ... essa raça Bloodhound a galera acha muito feia. Eles são grandes e pelancudos, é aquela raça farejadora que sempre aparece em filmes de detetives. Aqui no bairro tem uma casa com dois Bloodhonds, mas eu acho lindo de morrer. Labrador é um cachorro que eu vou ter quando eu tiver um sítio, ou coisa do gênero, e muito dinheiro para concertar a destruição que ele, provavelmente, vai fazer. Por fim, Pastor Alemão também é uma raça que me deixa com ataque de Felícia, mas eu acho eles lindos com o pelo longo.
    É isso. Esse foi mais um daqueles posts de inutilidades aleatórias, achei que deveriam saber. Quem sabe assim, alguém não bate aqui na porta de casa com um filhote amorzinhos desses no colo? 

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