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NÃO ME DIGA: MULHERES NA COMPUTAÇÃO


    Quando eu tiver uma filha, o nome dela será Ada. E vocês irão descobrir o motivo agora, no quarto tema do Não Me Diga! Mulheres na Computação.
   Antes de mais nada, gostaria de atualizar os não tão chegados e dizer que, atualmente, a única coisa que eu faço da minha vida é estudar. Mais especificamente, curso análise e desenvolvimento de sistemas. Também quero dizer que ser uma mulher na área da computação é muito difícil e eu não estou chorando as pitangas não. Por mais que eu sinta dificuldades, gosto da área e não consigo pensar em outra coisa com a qual eu poderia trabalhar, mas sei que encontrar outras garotas na área é bem difícil e isso os meninos da faculdade deixam bem claro. Não que a população masculina do curso seja lá essas coisas. Que bom que estamos lá para estudar, não é mesmo?
 Whatever, estou aqui hoje para falar de algumas mulheres que merecem sua parcela de reconhecimento - ainda que não mais entre nós - pelo que fizeram na computação.

   A história de Ada Lovelace é a seguinte: em 1842 Charles Babbage ministrou uma palestra sobre sua máquina analítica na Universidade de Turim, palestra essa que foi publicada por Luigi Menabrea em francês. Mais tarde, Babbage pediu a Lovelace que ela traduzisse a publicação para o inglês. Ada levou um certo tempo para traduzir, mas junto da tradução ela fez algumas anotações que juntas eram maiores do que o próprio artigo. Cem anos após a morte de Ada Lovelace, as anotações foram republicadas e a máquina de Charles Babbage foi reconhecida como um primeiro modelo de computador. As notas de Lovelace foram classificadas de A a G e nessa última categoria ela descrevia um algoritmo para máquina análitica de Babbage computar a sequência de Bernoulli. Por isso Ada é considerada a primeira pessoa programadora.

   Grace Hopper foi uma analista de sistemas da marinha americana. Dizem que ela foi responsável pela criação do termo bug ao encontrar uma mariposa dentro da máquina, o que impedia o sistema de rodar coo deveria. Mas é fato que ela participou da equipe de programação do Mark I e da equipe de desenvolvimento do UNIVAC I. Desenvolveu um compilador no começo dos anos 50 e alguns anos mais tarde sua equipe divulgou três das primeiras linguagens de programação baseada em computador: ARITH-MATIC, MATH-MATIC e FLOW-MATIC, essa última foi a maior influência para criação do COBOL.

   A cientista da computação estadunidense, Lois Haibt, foi a única mulher, em uma equipe de dez pessoas, a participar da criação da linguagem Fortran, primeira linguagem de programação de alto nível.

   Dana Ulery é uma cientista da computação estadunidense, pioneira em aplicações científicas de computação. Ficou conhecida por ser a primeira mulher engenheira da NASA a trabalhar no Laboratório de Propulsão a Jato, desenvolvendo algoritmos para a automatizar os sistemas de rastreamento de tempo real da NASA’s Deep Space Network.

   De inspiração atual tenho a Marissa Mayer. Instrutora de programação na Universidade de Stanford, onde fez o doutorado. Mayer aos 40 anos já trabalhou como vice presidente de serviços geográficos e locais do Google, antes de ser nomeada presidente e diretora executiva do Yahoo! Nos primeiros doze meses no cargo, repaginou o Flickr e comprou trinta startups.

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