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SOBRE AMIZADE, DISTANCIAMENTO & COMPREENSÃO


    Vou escrever esse texto porque estava pensando sobre isso durante as férias e acabou virando um assunto breve nos primeiros dias de aula. Whatever. Uma coisa que pouquíssimas pessoas sabem sobre mim, é que eu sou ótima - eu disse ótima - para ouvir desabafos e dar conselhos - inclusive no maior estilo faça o que eu mando, mas não faça o que eu faço - que dão certo. Outra coisa que, talvez, a minha sobrancelha não deixa transparecer é que eu sou uma pessoa simpática. Na verdade, eu descrevia essa característica como educada e não simpática, porque eu não sou daquelas que puxa assunto na fila do mercado ... mas se alguém falar alguma coisa para mim, eu não vou deixar no vácuo. E quando eu chego em algum lugar onde estão meus amigos, se houver um estranho junto deles,  eu não vou esperar que me apresentem e vou cumprimentar. Se de repente essa cena se repetir umas três vezes, quando eu ver o ex estranho sozinho, vou passar a cumprimentá-lo da mesma maneira. E é assim que meus círculos se estendem. 
    Amigos eu tenho poucos, devo admitir. Melhores amigos então, uns dois ou três. Mas essas denominações na verdade só existem por pura frescura minha. Por melhor conselheira, ouvinte e companhia de fila que eu seja, não sinto necessidade de me abrir tanto com outras pessoas. E talvez isso seja natural, porque se todo mundo gostasse de desabafar, poderiam não existir pessoas dispostas a ouvir, certo? Whatever, de novo. Eu quero chegar naquele mimimi de: pessoas que há um ano eram meus melhores amigos e hoje nem me dão um oi. Brasil, porque as pessoas guardam tanto rancor nesses coraçõezinhos? Eu, hein. 


    Algumas pessoas nasceram para manter contato, outras não. Eu sou uma das que não nasceram para isso. Apesar de ter sonhado com uma proximidade eterna na formatura da 8ª, depois do 3º e agora na faculdade, eu sei que isso não vai acontecer, porque cada um tem que viver a sua vida. Isso quer dizer que eu seja uma pessoa ruim? Não. Quer dizer que eu não tenha coração? Não. Quer dizer que eu não sou o centro do mundo e sei muito bem disso.
    Eu ainda me lembro do nome e sobrenome de pessoas que deixaram de estudar comigo na quinta série. Sei de pessoas que estudaram comigo até mesmo na primeira! Conhecidos, colegas, amigos ... eu lembro de todo mundo, o tempo todo, se querem saber. E sou grata por terem feito parte da minha vida, mudando ela de alguma forma, ou não. Não cobro contatos, porque eu não mantenho contatos, mas sei que estão bem. Não cobro favores, porque não se faz nada pensando em retorno e porque não precisa ser meu amigo para eu ajudar de alguma forma. Whatever, mais uma vez.
  Escrevi isso tudo, para no final dizer que peço desculpas por me afastar desse jeito, caso se importem com isso. Mas se algum dia precisarem de mim, melhores amigos ou não, eu farei de tudo para ajudar vocês: Anas, Andrés, Andreia, Andrezas, Andresas, Andressa, Adriano, Adriana, Alessandro, Alex, Alines, Alef, Amandas, Brunos, Breno, Bruna, Barbaras, Beatriz, Biancas, Carolinas, Carolines, Carolinis, Camilas, Carina, Catharina, Claudios, Christian, Cassiano, Danielas, Danielle, Dayanes, Dennis, Douglas, Daniel, Danilos, Eduardos, Edith, Edna, Erika, Edsons, Edgard, Endy, Elisa, Felipes (todos os cem), Fábios, Gabriéis, Gabrielas, Grazielas, Grazielle, Giovana, Giovanna, Giovane, Giovanni, Giovani, Gustavos, Guilhermes, Galdino, Helena, Hermivaldo, Ingrid, Isabela, Isabella, Jaquelines, Jamille, Jeniffer, Jairo, Jackson, Jordan, Josés, Jonathan, Júniors, Joyce, Júlio, Karina, Kevin, Larissas, Letícias, Lucas (todos os mil), Luiz, Marias, Marianas, Matheus, Mateus, Mario, Mhauro, Mayaras, Mabilly, Melissa, Michelle, Nayara, Nathalia, Natalia, Nelson, Nicole, Otávio, Palomas, Paulas, Paulos, Pablos, Pedros, Patrícias, Patrini, Rafael, Rafaela, Rômulo, Rodrigo, Saras, Sérgio, Samara, Sthefany, Thais, Taís, Tatiane, Théo, Tiagos, Thiagos, Thamires, Tamires, Vanessa, Vítor e Victors. 

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