quinta-feira, 7 de maio de 2015

HANNA BARBERA


   Você, jovem que nasceu por volta dos anos 90, acreditaria se eu dissesse que mais da metade dos desenhos que você acordava cedo para assistir há vinte anos são do mesmo estúdio de animação? E que não é da Disney que eu estou falando? Eu estou falando, meu amigo, do estúdio Hanna Barbera. Vai ter gente falando - nossa, não me diga - mas eu digo. Sempre tem alguém que ainda não sabe, haha. Começarei pelo início, obviamente, falando um pouquinho monte sobre os dois caras fodas incríveis que foram William Hanna e Joseph Barbera, 


   William (ou Bill) Denby Hanna, nasceu no dia 14 de julho de 1910, em Melrose - Novo México. Devido ao cargo de superintendente da construção das estações de trem Santa Fé de seu pai, William e sua família eram obrigados a se mudar com muita frequência, sempre que o avanço da obra exigia. A mãe de Bill era poetisa, sua irmã publicou contos e sua tia escreveu Westerns para o rádio regional. 
   Aos três anos de idade se mudou para Baker. Começou a estudar quando a família se transferiu para Logan, em Utah, e em 1917 se mudou para San Pedro, na Califórnia. Dois anos depois estavam de mudança novamente, dessa vez para Los Angeles, onde se estabeleceram. Durante todo esse tempo, William Hanna desenvolveu as características de um menino paciente e explorador. 
    Ainda jovem se interessou pela música. Chegou a se apresentar no teatro local com outras crianças, mas seu professor desapareceu depois disso. Mais tarde estudou piano, composição e harmonia. Fez o Ensino Médio em Compton. Gostava de matemática e era ativo nos esportes. Se inscreveu em jornalismo e engenharia, mas largou a faculdade em 1929 - graças a queda da economia - para trabalhar. Trabalhou na construção do Pantages Theater antes de descobrir uma companhia recém criada de animações, a Harman - Ising Estúdios (outra história). 
     Na Harman produziram os primeiros desenhos de Merrie Melodies e Looney Tunes. Em um ano, Bill deixou de ser encarregado de pintar celulóides para se tornar chefe do departamento de desenho e pintura. Nessa época também começou a acompanhar Rudolf Ising nas jornadas noturnas e contribuir para os enredos e piadas de Looney Tunes e Merrie Melodies. Mais tarde começou também a escrever letras e melodias para os cartoons produzidos por Hugh Harman.
     Em 1933, alguns funcionários saíram da Harman - Ising, mas Hanna continuou. Então depois de um tempo o estúdio assinou contrato com a MGM. A mesma decidiu montar o próprio estúdio em 1937 e William Hanna foi chamado para trabalhar lá como autor e diretor. Foi aí que animadores de Nova Iorque foram convidados para ingressar na MGM e Joseph Barbera era um deles, o único que permaneceu, aliás.


    Joseph Roland Barbera, nasceu no dia 24 de março de 1911, em Nova Iorque. De origem italiana, foi morar ainda pequeno em uma área pobre do Brooklyn. Desde cedo costumava deitar no chão e copiar ilustrações de revistas. Graças a esse dom, foi notado na Escola Católica Holy Innocents e logo designado a traçar cenas religiosas na lousa. Depois de dois anos na escola pública 139, Joe passou mas quatro anos cursando o Ensino Médio na Erasmus Hall High School, onde teve a escrita estimulada. Começou então a se interessar por arte dramática, além de desenho, participando numa produção escolar na Academia de Música do Brooklyn. Joseph escreveu várias peças.
    Depois de se graduar, sofreu com a queda da economia. Aos 16 foi trabalhar em um banco, arquivando devoluções de imposto de renda. Não era o emprego dos sonhos mas, para a situação do país, ainda era um emprego e nas horas vagas ele lia e rabiscava personagens que um dia poderiam ganhar "vida". Certas noites praticava desenho copiando figuras reais na Liga dos Estudantes de Artes de Manhattan. Na hora do almoço, uma vez por semana, ia à parte superior da cidade para distribuir cartoons que desenhava durante a noite para as revistas e também passava recolhendo os rejeitados da semana anterior. Um dia recebeu um cheque de vinte e cinco dólares da revista Collier's por seus desenhos (bastante dinheiro na época).
Começou cursos no Pratt Institute e saiu do banco para - assim como seu parceiro William - pintar celulóides no Studios Fleischer (conhecido pelos desenhos Betty Boop e O marinheiro Popeye). Não viu futuro naquele estúdio e saiu do emprego em plena crise financeira. Por sorte um amigo indicou uma vaga no Van Beuren Studio, extensão do Studio Paul Terry, lá trabalhou por seis meses e aprendeu a ser animador. Em 1936 a principal distribuidora da Van Beuren assinou contrato com aWalt Disney e Joseph estava novamente sem emprego. Chegou a enviar um esquete do Mickey para o Walt que lhe prometeu um encontro em Nova Iorque que nunca aconteceu. Nunca aconteceu graças a visita que fez a um amigo, no estúdio de animação de Paul Terry, para dizer que ia pedir emprego na Disney. O próprio Paul que estava lá - e bem furioso por perder seus melhores animadores para o Walt Disney - ofereceu um emprego a Barbera.


    Ufa. Finalmente as histórias desses dois queridos - tenho um certo carinho por animadores - se fundiu e eles começaram a trabalhar nos personagens que conhecemos hoje como Tom e Jerry.
Depois disso a lista é enorme. Os caras eram tão bons que davam conta de lançar novos episódios de desenhos mais de uma vez na semana. Naquela época! Pra quem ainda não sabe, eles criam Os Flintstones, Os Jetsons, Scooby Doo, Zé Colmeia, Corrida Maluca, Riquinho, Capitão Caverna e as Panteirinhas, Tutubarão e outros vários.


    Meu Deus, eu mereço o seu curtir lá na página do blog no Facebook pelas três horas que passei escrevendo esse post, né? Sem contar as pesquisas, se for pelas pesquisas eu mereço também um comentário! Hahaha. Espero que tenha gostado. 

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