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SOBRE: INTIMIDADE, APELIDOS E DESTRUIÇÃO EM MASSA


    Há pouco tempo eu fiz um post sobre a pior parte de ser vegetariana, no meu caso, as pessoas. E hoje eu percebi que eu devo ser uma pessoa muito mal amada, porque muita coisa me irrita nesse mundo, muita coisa mesmo. Tipo quase tudo ... sério.
    Sei que quando compartilhei aquele texto a Aline - vejam os vídeos dela aqui - disse que seria legal gravar um vlog da revolta comigo falando sobre isso. Tá, ela não falou que seria legal, mas foi alguma coisa desse gênero e agora se ela quiser a gente pode fazer uma maratona de vlogs quando ela vier pra São Paulo, porque motivo para eu desabafar não falta, haha, ai, que vida trágica.
    Hoje o desabafo é sobre as pessoas babacas que acham que tem intimidade suficiente para ficar colocando apelido em mim, quando na verdade eu nem sei nem sinto vontade de saber o nome delas, quem dirá de por apelido. Gente, sério. Uma coisa é a pessoa me chamar de Gabi, beleza, normal, até porque falar o nome inteiro deve dar uma preguiça do caramba. Tem gente que me chama de Gabs, Ga, minha mãe me chama de Abigail, por mim tudo bem, eu não ligo, agora o fulano que não me conhece, chegar me chamando de morena?! Nãaaaao! Sai daqui.
   Fofinha, é outra coisa irritante. Se bonitinho é o feio arrumadinho, fofinha é o que? A gorda simpática? Minha nossa, só Deus sabe como eu odeio que me chamem de fofinha.
    Tenho o apelido de destruição em massa, mas não é uma coisa que me deixa irritada porque quando me deram esse apelido eu realmente era a destruição em massa. Agora eu acho que estou mais equilibrada e tropeço em menos coisas, mas tudo bem. Tenho outros amigos que me chamam de urso, porque na mente deles eu durmo 16 horas por dia, todos os dias, só que não é verdade porque eu só faço isso nos finais de semana, feriados, férias e outros dias aí, mas urso não é um apelido que me incomoda, até porque foram pessoas próximas que inventaram ... pessoas próximas, sabe?
Hoje eu senti vontade de esfregar a cara de um who no asfalto. Não sei da onde esse garoto saiu, mas ele é um retardado, visivelmente. Julgo que ele tenha no máximo 1.70 de altura, eu tenho 1.65 - acho que uma altura dentro da média para uma mulher, não só no Brasil, mas em metade do mundo - e ele veio me chamar de baixinha! Gente do céu, nem sei o nome da criatura, acho que na hora eu fiz uma cara de say what? porque depois ele teve a infelicidade de dizer que como eu "aparentemente" não gosto de ser chamada de baixinha, ele iria me chamar de baixinha só para me irritar. Querido, olha para minha mão na sua cara e vê se eu estou de brincadeira.
    Antes que algum baixinho venha falar alguma coisa, não estou dizendo que ser baixinho é algo ruim, aliás eu não sei se é, porque eu não sou! Só estou dizendo que do mesmo jeito que é ruim ser acusado de ter quebrado o vaso favorito da sua mãe, sem ter quebrado de verdade, é ruim ser chamada de baixinha quando você não é. E como se te acusassem de ser o filho de uma rapariga, sem você ser, entende? Ou pior, a própria rapariga. 
   Na moral, se eu fosse mais alta, eu já aproveitava pra fazer umas plásticas e uma dieta e viraria modelo, ou então iria jogar vôlei, porque né. Mas como eu não sou, estou muito bem com o meu um metro e sessenta e cinco centímetros, obrigada. 
    Enfim, já deu pra entender que apelidos dados por estranhos são ruins pra caramba, ne? Se ficassem no morena, loiro, ruiva, asiático, menos mal, mas imagine você tá na rua e vai chamar um deficiente, tu vai chamar de perneta? ~ Ô, perneta! Me dá uma informação, aí, faz favô. ~ ou então é deficiente visual, vai chamar de ceguinho? Vai gritar pra todo mundo ouvir: Ei, você! Vesguinho da camiseta laranja! Pra que se você pode chegar lá educadamente e dizer com licença, qual é o seu nome? Simples, né? Eu sei.

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